segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A "Má HorA"...

Hoje, logo pela manhã, numa conversa com uma pessoa amiga, esta contou-me do motivo da sua tristeza devido há  morte dum familiar, num acidente de automóvel, na madrugada de domingo. Pessoa ainda jovem e com filhos pequenos.
Não sei o porquê mas veio-me à memória um dito da minha infância em que se amedrontavam as crianças com a  "Má HorA". Naquele tempo em que eu era ainda uma menininha, e por aquilo que eu ouvia, fazia a imagem duma senhora alta e vestida de branco e que pela uma da manhã assustava as pessoas que andassem fora das suas casas. 
A imaginação das crianças é mesmo assim... formam imagens de acordo com a idade...
 Hoje, essa imagem passou-me pelos olhos..
 Mas rapidamente a interpretação foi outra, afinal os mais velhos apenas queriam dizer que a noite foi feita para descansar... e que a falta de descanso, para quem anda na noite, pode ser um perigo...

A VIDA... 

sábado, 3 de agosto de 2019

A VidA...


Há alguns dias atrás, numa conversa com uma conhecida, esta  falava-me do fracasso contínuo da sua relação com o marido. Falava apressada, como com o receio de se esquecer de algum pormenor. Falava com dor e raiva por não partilharem  a mesma forma de estar mas, em simultâneo,  falava dos sonhos que ainda tinha... 
Foi difícil incluir a minha voz na conversa mas a uma determinada altura disse-lhe que acima de tudo numa relação tem de haver respeito pela PESSOA que partilha a VIDA conosco,,, pela sua forma de ser,,, se esse espaço for respeitado, certamente as relações serão fortalecidas a nível humano, nas partilhas, na convivência a dois,,,

(Quantidade não é sinónimo de Qualidade)

,,,certamente a relação será mais pura e o amor (se existir) triunfará...
Para quê passar-se uma vida a tentar mudar quem está ao nosso lado? Será desgastante...

Palavras vãs porque o discurso continuou o mesmo, ele isto, ele aquilo e eu assim e eu assado... talvez não me tenha ouvido quanto mais escutado...
...finalmente, disse-me "eu ainda tenho sonhos" e eu retorqui "ainda bem". E despedi-me com um sorriso e com as palavras "quando quiser telefone-me".

Estas últimas palavras "eu ainda tenho sonhos" têm bailado  na minha cabeça, inúmeras vezes, e dou comigo a pensar que eu tenho desejos... desejo que os meus filhos sejam felizes e caminhem com tranquilidade na VIDA, desejo que a minha VIDA siga sem sobressaltos, com tempo para ME fazer feliz e trazer paz e felicidade a quem me rodeia...
Desejos, apenas desejos, porque a VIDA,,, Ah! Essa será como tiver de ser...


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A VidA...



Logo pela manhã, este cão lindo, com aspeto de estar bem alimentado, encontrava-se deitado no relvado em frente ao meu prédio. Despertou-me a atenção mas, e apesar de não ver ninguém por perto, pensei que talvez os donos se encontrassem nas proximidades. Regressei da pastelaria, onde habitualmente compro o pão, e o cão continuava exactamente na mesma posição, como que a descansar no fresco da relva e à sombra das árvores frondosas. Comecei a ficar preocupada... subi a casa voltei a descer e o animal ali continuava...


Tinha de agir... porque ele tinha de ser protegido. Podiam atropela-lo, podia ter fome ou sede, podia estar doente...

E assim fiz. Sempre perto do cãozinho telefonei para o Centro de Recolha de Animais/Canil Municipal (graças às inovações  que nos permitem pesquisar os contactos pela internet nestes equipamentos tão pequenos). Após explicar a situação infornaram-me que,primeiramente, deveria contactar a P.S.P. e apresentar a situação. Posteriormente, a P.S.P. contactaria o Centro de Recolha dos Animais. Assim fiz e rapidamente o carro  da P.S.P. chegou e, após eu ter facultado os meus dados, continuei no meu dia com a convicção de ter contribuído para o bem-estar daquele cãozinho...
NÃO custou nada... e ainda que custasse!!!



sexta-feira, 19 de julho de 2019

A VidA,,,

Andamos sempre às voltas com o passado no presente. Ontem foi um desses dias...
Tudo devido à  nova série da RTP2, sobre a vida de Nelson Mandela (Madibe, para os que o seguiam).
 Já há tempos escrevi sobre o percurso deste Homem de Honra, pouco vulgar nos tempos que vivemos.
Esta série fez-me recuar à minhA infância passada numa quinta enorme (aos meus olhos de criança) que era o centro da nossa vida. Tudo o que necessitavamos estava ali - o calor dos pais, as brincadeiras entre irmãs,  o respeito pelos mais velhos, o convívio social com os vizinhos de outras quintas, novos e velhos,,, mas sobretudo o respeito pelo Outro, incutido pelos meus pais pelo exemplo. Não faziam distinção alguma pela cor da pele, pela religião, por alguma deficiência física ou mental, pela idade, pela condição económica (já nesse  tempo os os meus pais nunca se vergavam mas também  munca humilharam), todos eram acolhidos e sentavam à mesa. Penso que devido a esta vivência sempre fui aversa a rótulos, a discriminação... Ainda hoje me revoltam os rótulos, me incomoda qualquer tipo de discriminação.
Vivi durante cinco anos na bela vila de Belmonte. Os meus filhos crianças ainda. Ali convivi com a comunidade judaica... enriquecedora a VidA, sempre...
Havia um senhor idoso, desta comunidade, que me aguardava todos os dias e me recitava um poema...
São coisas que nunca se apagam da minha memória, do meu sentir...
Obrigada à Vida por me ter dado TantO.


quarta-feira, 10 de julho de 2019

A noitE...


Este retângulo  de céu  que me acolhe, repleto de estrelas,,, a lua, uma vírgula...
Lindo o céu estrelado, céu  de  Van Gogh...
Uma mulher fuma no passeio em frente, andando para trás e para a frente... será que já olhou o firmamento hoje? Ou ontem ? Ou anteontem? Será que as pessoas na cidade olham o céu??? Os prédios altos ocultam-no... Será que as pessoas das cidades se esquecem que à noite o firmamento é lindo?  Será que ainda se lembram que há céu?
Lindo o céu  do retângulo da minhA janela!



A VidA...



Penso muitas vezes nas coisas que me incomodam e me deixam perplexa na atitude do Outro. Uma delas é o interrogatório que nos fazem quando encontramos na vida uma nova pessoa... detesto que me façam  um questionário  que me transmite a sensação que pretendem saber se reuno as condições para fazer parte dum grupo...tipo "grau académico, conhece a dra tal ou o dr tal? Enfim, porque não deixam a vida acontecer? O conhecimento do OUTRO vai-se construindo com o solidificar duma amizade. É o OUTRO que se nos vai desvendendando, despindo a alma (o mesmo acontecendo conosco) se tiver vontade disso,,, se a CONFIANÇA no Outro o tornar tão natural que se sente a necessidade de nos revelarmos, de falarmos de nós: o que nos move na vida, primeiramente, a nossa posição sobre temas atuais e só muito posteriormente  falamos  sobre quem somos, donde vimos (a nossa história ) e... a vida vai acontecendo, fortalecendo laços,,, ou não.
As pessoas que se preocupam com  graus académicos, grupos sociais onde se convive, aparência exterior, etc, etc, causam em mim um recuo, um afastamento (por vezes  prematuro, admito, todos temos riqueza interior).

...gosto muito mais de escutar do que de falar...

Falar acontece quando a vida nos pede.