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Sou como todas as pessoas sensíveis ao que as rodeia... Adoro as pessoas, adoro a natureza, adoro os animais... Gosto de música... Mas o que mais prezo é a minha família e os meus amigos e a natureza e os animais... Eheheh. Antes que me esqueça, adoro qualquer forma de demonstração de Arte: pintura, arquitectura, escultura, poesia...
Obras corporais:
Este compromisso serviu de base aos compromissos das misericórdias que iam surgindo por todo o reino.
A expansão das misericórdias, por todo o reino, deve-se ao rei D.Manuel I que se desdobrou em acções em prol destas, enviou funcionários com a incumbência de promover a sua fundação em todas as cidades do reino e, ainda, escreveu às Câmaras a solicitar a criação da confraria. A cultura da caridade era uma característica da Casa Real Portuguesa.
“Juízes, Vereadores, Procurador, fidalgos cavaleiros e homens bons Nós El-Rei vos enviamos muito saudar. Cremos que que sabereis como em esta cidade de Lisboa se ordenou uma confraria para se as obras de misericórdia haverem de cumprir, e especialmente a cerca dos presos pobres e desamparados que não têm quem lhes requerem seus feitos nem socorra as suas necessidades e assim em outras muitas obras piedosas segundo mais largamente em seu Regimento se contém […] e porem vos encomendamos que considerando quanto isto é serviço de Deus vos queirais juntar e ordenar como em essa cidade se fizesse a dita confraria…”
Até ao final do reinado de D. Manuel existe documentação que comprova a criação de 42 misericórdias, entre elas a de Castelo Branco que surgiu nos dois últimos anos de reinado de D. Manuel (1520 e 1521).
A implantação relâmpago de misericórdias no reinado de D. Manuel, bem como a atribuição a estas de um leque de competências alargado, transforma-as nas confrarias mais poderosas de Portugal ao longo da Idade Moderna, o que a curto prazo ao esgotamento das funções das outras confrarias.
Isentar, privilegiar e beneficiar eram o modus operandi régio.
Em 1496, D. Manuel expulsa os judeus de Portugal e os bens confiscados são usados no financiamento de misericórdias e de hospitais.
Com o decorrer do tempo as misericórdias foram acumulando privilégios: os peditórios passam a ser feitos apenas pelas misericórdias e os bens deixados em testamento à Igreja foram direccionados para as misericórdias, como resultado do pedido efectuado pelo Rei ao Papa, assim como os enterros que passaram a ser realizados apenas pelas misericórdias (visto serem apenas estas a possuírem mobiliário fúnebre).
Isto vai levar ao acumular de um património enorme e, por conseguinte, ao aumento do seu poder social, económico e político, particularmente a partir do século XVII.
As Misericórdias eram muito respeitada por todas as classes sociais, principalmente pelo povo, pois atribuíram dotes para as raparigas órfãs e pobres, ajudavam ainda os pobres envergonhados, faziam doações para os doentes pobres dos hospitais, davam dinheiro para ajudar a resgatar cativos de guerra religiosa ou até simples presos das cadeias.
Também o clero e a nobreza se socorreram das misericórdias em horas de aperto sendo-lhes concedidos empréstimos a troco de juros, o que veio a rentabilizar o dinheiro emprestado, sendo este posteriormente direccionado para a caridade, o que justificava a prática da usura, condenada pela Igreja. Foi uma forma de se conseguir ajudar um maior número de pessoas com os lucros desta prática. No entanto, mais tarde, irá ser um factor para a decadência das misericórdias, visto muitos dos empréstimos nunca serem recuperados o que fez com que o capital das misericórdias diminuísse e, consequentemente, a confiança que as pessoas depositavam nelas.
A partir do século XVI a administração dos hospitais passa a ser efectuada pelas Misericórdias, o que vai levar a um aumento das despesas, na medida em que a sua manutenção requer avultados gastos. Esta situação, aliada aos empréstimos efectuados e não recuperados, provocará a falência de algumas misericórdias e o enfraquecimento de outras.
As misericórdias entram em crise e a capacidade de cumprir a sua principal função, a assistência aos necessitados, torna-se limitada.
Com o absolutismo, e com a entrada do Marquês de Pombal na vida política e legislativa do reino, a situação das Misericórdias torna-se ainda mais precária porque este faz a separação entre o Estado e a Igreja. Os benefícios atribuídos pelo rei a estas irmandades deixaram de existir. Contudo, as misericórdias conseguiram sobreviver até aos nossos dias e actualmente continuam a ter um grande papel social e económico.
Conclusão:
Em suma, as Misericórdias cumpriram a sua principal função, pôr em prática o Compromisso, como irmandade unida pela fé e pelos mesmos objectivos. Todos os necessitados de ajuda corporal ou espiritual encontraram nas misericórdias a resposta à maioria dos seus problemas.
Apesar de ter passado por momentos instáveis, desde o seu aparecimento e até aos nossos dias, a assistência social tem sofrido transformações sempre numa tentativa de solucionar problemas sociais e económicos. Hoje, como forma de travar o aparecimento de problemas sociais, aposta-se sobretudo na prevenção.
É relevante focar que a caridade não deve ser realizada como um meio para alcançar outros fins, como acontecia nestas épocas. A ajuda ao próximo é, sem sombra de dúvidas, um dever de todos nós, independentemente da religião, da cor e do género.
Para a minha afilhada linda, Francisca.
A Bela Adormecida
Era uma vez um rei e uma rainha que não tinham filhos.Quando nasceu uma filha ficaram radiantes. Os reis fizeram uma grande festa para comemorar o nascimento da menina.Convidaram todas as pessoas do reino e principalmente as dozes fadas que concediam dons às crianças. Durante a festa as doze fadas deram à menina o poder da beleza, bondade e da riqueza Quando a décima primeira fada concedeu a sua dádiva ouviu-se um grande estrondo. Tinha chegado a décima terceira fada que não tinha sido convidada para a festa. Muito zangada por não ter sido convidada para participar na festa, a fada má, deu uma prenda à princesa. Quando esta fizesse quinze anos iria picar-se numa roca e morreria. Só que no meio daquele reboliço a décima segunda fada ainda não tinha dito qual seria a sua prenda. Sabia que não podia retirar a maldição da outra fada mas, podia torná-la mais suave. Disse então que a princesa iria picar-se na roca, mas não morreria. Em vez disso iria dormir um sono de cem anos. E assim foi, a princesa cresceu e tornou-se numa jovem bonita e bondosa. Mas na manhã do seu décimo quinto aniversário, a princesa levantou-se cedo e foi passear pelo reinado, quando viu uma luz brilhante. Cheia de curiosidade, subiu umas escadas e abriu uma porta. Do outro lado da porta estava uma senhora muito velha sentada a fiar. A menina teve ainda mais vontade de ver de perto o que era aquilo e perguntou se podia experimentar. Mas mal pôs o dedo na roca picou-se e adormeceu. Nesse preciso momento todo o reinado adormeceu. Passados cem anos,um princípe passava ali perto do castelo e reparou que os muros estavam cobertos de folhas. Cheio de coragem, o príncipe arriscou passar pela sebe que tapava o castelo e nesse preciso momento as folhas encheram-se de flores e o caminho abriu-se. Este ficou muito admirado ao ver toda gente a dormir dentro do castelo, até que reparou numa menina que estava adormecida. Olhou para ela e ficou logo apaixonado pela sua beleza.Inclinou-se e beijou-a. Ao fim de tantos anos a princesa abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi a beleza do príncipe. Lentamente, todas as pessoas do reino abriram os olhos. Pouco tempo depois, o príncipe e a princesa casaram e o rei deu outra grande festa,só que desta vez teve muito cuidado com as pessoas que convidou.