Sou como todas as pessoas sensíveis ao que as rodeia... Adoro as pessoas, adoro a natureza, adoro os animais... Gosto de música... Mas o que mais prezo é a minha família e os meus amigos e a natureza e os animais... Eheheh.
Antes que me esqueça, adoro qualquer forma de demonstração de Arte: pintura, arquitectura, escultura, poesia...
A discriminação tendo por base o preconceito (poder economico, literacia, sexualidade, imagem, religião, incapacidades, divergência de opinião, grupos minoritários, idade), o racismo e a xenofobia constituem uma afronta diária para as pessoas sensíveis e atentas que amam as pessoas, que amam toda a vida e que, acima de tudo, lutam por uma sociedade mais justa pondo em prática os Direitos Humanos.
"Todos
diferentes, todos iguais." À primeira vista esta afirmação pode parecer
confusa, até contraditória, mas, por mais incrível que pareça, não o é,
pois a coexistência destas características é possível.
Somos
"todos diferentes", pelo menos à vista desarmada. O mundo tem uma
enormís-sima diversidade de pessoas, costumes, línguas, crenças e
culturas diferentes. Por isso é que podemos dizer que somos todos
diferentes, pois convivemos com as diferenças diariamente e é muito
fácil encontrar pessoas com tradições diferentes.
Somos
diferentes do nosso colega, do professor, do diretor, do funcionário...
São tantas as diferenças ou pessoas diferentes que nunca conseguiríamos
enumerá-las todas. No dia-a-dia estamos em contacto com diferentes
culturas, só precisamos de atravessar a fronteira, andar uns quilómetros
ou mesmo caminhar dentro da nossa cidade.
As diferenças, por
vezes, levam a desacordos, que por sua vez podem conduzir os ho-mens a
guerras, genocídios e outras atrocidades, mas deve isto ser desculpa?
Certamente não.
Somos "todos iguais", certo, mas como? Lá no
fundo, por debaixo do que os homens, na sua ignorância, chamam de
"diferenças", estão as semelhanças que nos tornam iguais.
Somos
todos homens, facto inegável, seres racionais, bípedes, criativos,
pensadores e reflexivos e é isso que nos torna iguais. O que é que nos
torna homens? O que é que nos torna legítimos seres humanos? É a
capacidade de pensar e refletir e é aí que está a nossa chave. Ninguém
tem o poder de atribuir ou retirar esta capacidade, nasce connosco, como
um direito de nascença, embrenhado no nosso ser como uma pedra à espera
de ser lapidada e transformada em diamante.
Por isso não vale a
pena usar as diferenças como desculpa para as atrocidades por nós
cometidas, porque não é a cultura, credo ou língua que nos torna mais ou
menos humanos, é a capacidade de pensar, pois os pensamentos e ideias
de um europeu também estão ao alcance de um árabe, de um indiano, de um
chinês, de uma americano ou de um africano.
Daí nenhuma cultura
(desde que respeite os direitos do homem) estar errada, porque dizer que
uma cultura é errada é o mesmo que dizer que os homens que a criaram
estão errados, mas eles são tão humanos quanto os que criaram as outras
culturas. Porque os ou-tros não estão errados também?
Concluindo,
somos diferentes por fora, mas, naquilo que nos torna semelhantes,
somos iguais. Devemos respeitar os outros por mais que eles sejam
diferentes, não porque está escrito na constituição e em tantos outros
documentos, mas porque é um dever humano respeitar os outros porque são
tão homens quanto nós.
Hugo Santos (11.º A2)
Penso muitas vezes
Penso muitas vezes Vezes sem fim
Na tentativa que muitos fazem
De mudar a sua forma de SER
Para agradar aos outros?
Para se parecer normal?
E o que é a normalidade?!
Como é possível,
SER como os outros vêm a normalidade?
Contrariar a própria essência?
Não se é feliz a SER como os outros nos querem ver...
Penso muitas vezes
Porque não SER como somos até ao fim?
MUDAR acontece no profundo do SER
Senão de nada vale
Tarde ou cedo o SER liberta-se
Num grito de liberdade
Para quê a formatação?
Se é na diversidade que está a beleza de conversar, de olhar... De criar!
" Ó senhora, senhora, eu sei que ela gosta de mim. Sei que ela gosta porque me tratou a ferida da mão. Se ela não gostasse não me tratava a ferida. Então não é?"
Esta foi a frase que baila comigo desde manhã. Eu respondi com um sorriso "Pois é. Tens razão". E ele seguiu o seu percurso, no sentido oposto ao meu, feliz.
Como é fácil o mundo das pessoas simples. Como é autêntico o seu olhar. Como nos transmite tanta tranquilidade e, ao mesmo tempo, esperança.
"Aventurados os simples porque é deles o Reino dos Céus", foi o que me veio à ideia quando ele seguiu apressado o seu caminho.
Encontro este jovem muitas vezes pela manhã, quando dou a primeira "volta" do dia com o meu cão, o Apolo. Educado e refugiado numa timidez que se deve, talvez, ao facto de sentir que poucas pessoas param para o escutar. É uma pessoa "simples" como diriam há anos. Talvez... Mas como é pura a sua simplicidade!
Inicialmente, passava por mim apressado e murmurava um bom dia quase imperceptível mas, com o passar do tempo, foi ganhando confiança e passou a falar da mota, da bicicleta, da sua égua, a "Esperada" (lindo nome)..."Ó Senhora", é assim que inicia a conversa e como me soa bem este "Ó senhora". O sentir-me útil...
...
"Dai-me flores, muitas flores
Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas
Em me dardes muitas flores,
Nem isso... Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço