Sou como todas as pessoas sensíveis ao que as rodeia... Adoro as pessoas, adoro a natureza, adoro os animais... Gosto de música... Mas o que mais prezo é a minha família e os meus amigos e a natureza e os animais... Eheheh.
Antes que me esqueça, adoro qualquer forma de demonstração de Arte: pintura, arquitectura, escultura, poesia...
Já há algum tempo que li em algum jornal local sobre a adoção de nomes para os variados corredores do Fórum de Castelo Branco. Sendo assim, lá vagueei pelos corredores (agora ruas e praças) na procura dos nomes escolhidos. Sim, lá estavam as placas identificativas mas só e apenas isso. Só alusão aos nomes. Nada de conteúdo ilustrativo dos vultos da nossa história cultural ou social ou política. Nada sobre o nosso Bordado de Castelo Branco cujo nome figura na Praça do Bordado de Castelo Branco, nem uma foto nem um trabalho, nem a sua história, a sua origem e evolução... Algo que "encha o olhar" a quem nos visita. Nada sobre António Salvado, com um tão vasto tesouro literário... nem uma frase nem um poema.
Rua Afonso de Paiva, Praça do Bordado de Castelo Branco, Rua Amato Lusitano, Rua António Salvado, Rua António Ramalho Eanes, Rua Mestre Cargaleiro, Ruas das Portas de Ródão, Rua João Roíz de Castelo Branco, Praça Viola Beiroa e Rua do Adufe
Há já alguns dias, numa ida à pastelaria logo pela manhã, deparei-me com uma caixa em cima do balcão. A curiosidade levou-me a aproximar e verifiquei que esta caixa tinha a finalidade de recolher donativos para reflorestar Oleiros.
"Rali Solidário - uma árvore por Oleiros"
Ao lado da caixa estava uma folha onde quem estivesse interessado em colaborar poderia deixar o seu nome e indicar a quantia com que tinha contribuído.
Não fiquei indiferente e contribuí para tão nobre causa... mas não deixei o meu nome nem o valor da minha parca ajuda.
Esta iniciativa de solidariedade foi tomada pela Escuderia de Castelo Branco.
Hoje, pela manhã, estava afixada uma nota informativa da Escuderia onde dava a conhecer (e agradecia os donativos recebidos) que com esta iniciativa e graças ao contriuto de todos os que participaram a Escuderia de Castelo Brancoentregou 3446 árvores à Cãmara Municipal de Oleiros.
O meu coração sorriu e o meu olhar brilhou pois, com tantas más notícias em todos os ecrãs, esta limpou a minha alma e a esperança refloresceu...
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ver Os Sonhos Partirem
À Espera Que Algo Aconteça
A Despejar A Minha Raiva
A Viver As Emoções
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Às Tentações
E Quando As Nuvens Partirem
O Céu Azul Ficará
E Quando As Trevas Abrirem
Vais Ver, O Sol Brilhará
Vais Ver, O Sol Brilhará
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ouvir Os Conselhos Dos Outros
E Sempre A Cair Nos Buracos
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Ao Que Não Tenho
Não, Não Sou O Único
Não Sou O Único A Olhar O Céu
... uma PessoA DocE.
... uma PessoA GentiL.
... uma PessoA EducadA. ... uma PessoA InteressadA.
Caríssimos professores indignados das redes sociais,
O que disse sobre a questão do ensino não é uma opinião. Não é um acho.
Os resultados dos alunos nas escolas públicas são miseráveis. Ponto. E a
responsabilidade pelos resultados é sempre de qualquer outra coisa, de
qualquer outra entidade. Dos livros, das condições, da carreira, do
número de funcionários não docentes, dos pais, do ministério, das
colocações e dos telemóveis. A responsabilidade é dos outros nunca é dos
responsáveis. E esses são os professores.
É que pelo caminho
gastaram-se milhões em escolas novas, atacaram-se as escolas privadas,
investiu-se em desporto escolar, na formação e fizeram-se uma mão cheia
de reformas do ensino. E os resultados continuaram os mesmos. Ou
pioraram. Institucionalizaram e massificaram as explicações. E o que
deveria ser um sinal de alerta para a falta de qualidade do ensino
tornou-se num complemento salarial. Toleraram e regulamentaram o
absentismo tornado aceitável que um professor falhe com o seu dever.
Banalizaram os trabalhos de casa na tentativa de responsabilizar os pais
pelos resultados dos alunos e até celebraram as greves como um grande
feito. Milhares de alunos prejudicados pelos próprios profissionais que
os deveriam favorecer.
Mas quando discutimos o ensino em Portugal nunca discutimos o ensino em Portugal. Discutimos o bem-estar da corporação.
Convido-vos a pensarem um pouco fora da vossa caixa reivindicativa.
Pensem, por exemplo, no serviço nacional de saúde. Há hospitais
privados. E os hospitais privados são mais confortáveis, mais
arranjadinhos e têm melhores condições. Apesar disso o Serviço Nacional
de Saúde é sempre uma opção. Mesmo para quem tem dinheiro. Porquê? Por
causa da qualidade técnica. E os melhores médicos querem sempre passar
pelo SNS. Apesar de ganharem menos. Porquê? Por causa da valorização
profissional. Ter passado em qualquer serviço do Santa Maria ou dos
Hospitais de Coimbra valoriza o médico. Agora comparem com o Ensino
Público. O ensino público não é uma opção. É, regra geral, falta de
alternativa. Falta de alternativa para todos. Pais, estudantes e mesmo
para professores. Em três décadas de borga, reivindicações egoístas e
serviços prestados à CGTP este é o vosso legado. Um ensino público
falido, decadente e descredibilizado. Bonito serviço. Destruíram a
escola pública. Mais ou menos o que as comissões de trabalhadores
fizeram na CUF.
E é escusado dizer que a culpa é dos governos, dos
ministros e das leis e do sistema. É escusado. É que nas últimas
décadas foram centenas as manifestações, as greves e os protestos. E
centenas as negociações e as cedências. Fizeram alguma coisa por causa
dos manuais escolares? Ou ajudaram a encher os bolsos das editoras?
Fizeram algum por causa dos programas estapafúrdios? Da falta de
condições de algumas escolas? Da qualidade da comida? Fizeram o que
quiseram. E o resultado está à vista. Temos mais professores contratados
turma que a média da união europeia, mais investimento em percentagem
do PIB que a média da OCDE e é mais caro manter um aluno na escola
pública que numa escola privada. Para que o sindicato tenha quotas o
ensino público tornou-se numa espécie de central de empregos onde toda a
gente entra. Mesmo aqueles que não têm vocação. E ponto é este mesmo.
Ser professor não é uma profissão. É uma vocação. Mas vocês conseguiram.
Conseguiram transformar a vocação em funcionalismo. Funcionalismo com
salários e privilégios acima da média da função pública. E ainda assim
passam a vida a queixar-se.
Todos os dias milhares de pais
confiam-vos os filhos. Todos os dias milhares de portugueses confiam-vos
o dinheiro do trabalho. E como é que nos retribuem? Com uma briosa e
profissional greve ou mais marcha de marretas pela avenida da liberdade.
No caso em concreto devo dizer que a luta é legitima. Mais do que
legitima. Só um ignorante diria o contrário. E é óbvio que o Estado vos
falhou. Faltou ao compromisso. Como falta comigo cada vez que me aumenta
os impostos ou inventa uma taxa nova para pagar. E ninguém faz greve
por causa disso.
Tenho imensa pena de ser uma das poucas pessoas que
diz e escreve estas coisas que deviam ser óbvias. Toda a gente tem medo
da corporação. Medo. Não respeito. Vocês são muitos. E organizados.
Muitos votos. Mas como eu não vou a eleições estou-me nas tintas. Como
contribuinte tenho o direito de exigir mais. Como cidadão tenho esse
dever.
E é claro que estou a generalizar. E é claro que há exceções.
E é claro que há escolas públicas que trabalham bem e professores que
têm mesmo vocação. Mas o problema é esse mesmo. É serem exceções. Um abraço,
RMD
PS: Agradeço penhoradamente as generosas promessas de umas galhetas.
Lembro, porém, que antes de vós ainda há estivadores, antigos alunos do
colégio militar, meninas de Odivelas e funcionários das finanças. Isto
para além de uma rapaziada dispersa que simplesmente embirra com sociais
marialvas de barba.
Li atentamente este artigo, a que por acaso acedi, e os inumeros comentários que suscitou (a maior parte deles deixaram-me de "boca aberta", literalmente),,,
Destaco estes dois,,, porque sim... porque seguem a minha linha de pensamento..
De Anónimo a 21.11.2017 às 23:27
Infelizmente, concordo integralmente com o autor deste
texto. E, digo, infelizmente, porque causa-me enorme estupefacção ver
professores a defenderem exclusivamente os seus interesses, com absoluto
desprezo pelos alunos! Este tipo de atitudes, retira-lhes a
credibilidade e o respeito de que se arrogam merecedores. A maior parte
das vezes, fico com a sensação que não têm qualquer perfil para
leccionar... A sua opinião, exposta neste texto, é corroborada por
muitos comentadores (por exemplo, Miguel Júdice no seu comentário
semanal sobre esta temática).
De Anónimo a 25.11.2017 às 15:52
A cultura da vitimização e da desresponsabilização tornaram-se prática corrente entre os professores! Na
função pública, nunca deveria ser admissível a progressão na carreira
por antiguidade; apenas, o mérito deveria permitir tal progressão. Este
artigo, não ofende os bons professores (que são a excepção que confirma
a regra), mas torna-se muito incómodo para os demais, porque espelha a
verdade do ensino público e tem a frontalidade de constatar que os
professores fazem parte do problema e não da solução...
"Tinha a
impressão de que os anos iam enrijando certas regiões do meu carácter.
Era uma espécie de dureza interior progressiva, contra a qual todos os
guilhos da ambiguidade, do convencionalismo, dos interesses e da
convivência se quebravam. Esse monolitismo tornava cada dia mais difícil
um dia-a-dia em que os passos bem sucedidos pressupunham maleabilidade,
brandura, adaptação. Mas, embora visse claramente as vantagens de ser
doutra maneira, sabia que estava condenado a pagar à vida o duro tributo
da sinceridade. Nascera inteiriço, continuaria inteiriço, fossem quais
fossem as consequências."