Sou como todas as pessoas sensíveis ao que as rodeia... Adoro as pessoas, adoro a natureza, adoro os animais... Gosto de música... Mas o que mais prezo é a minha família e os meus amigos e a natureza e os animais... Eheheh.
Antes que me esqueça, adoro qualquer forma de demonstração de Arte: pintura, arquitectura, escultura, poesia...
Estive durante muitos anos afastada da "vida social". Educar e acompanhar os meus filhos e manter a família junta levou-me a lugares de norte a sul do país.
Quando regressei a terras da beira (a minha TERRA) e com os meninos já crescidos parei para refletir sobre o que queria PARA MIM…
Voltar a estudar e terminar a licenciatura foi o que decidi.
E assim aconteceu.
Voltei a estudar.
Voltei a estudar até longas horas da noite.
Empenhei-me e não houve ventos que me tirassem o sorriso…
Lágrimas que me fizessem retroceder…
Tarefas e gestão doméstica a que não desse solução…
…aqui estou na meta final…
A terminar a licenciatura e a fazer o pré-estágio curricular…
…assumo-me como uma mulher determinada (com virtudes e defeitos), carinhosa, AMIGA, MÃE…
Tudo isto como introdução ao que me traz aqui hoje…
…a mesquinhez que continua a preencher as mentes desocupadas… que falam e criticam a vida alheia, quiçá numa tentativa de se esquecerem das suas vidas desinteressantes…
…vidas de rótulos e de estereótipos, vidas sem frutos em terreno árido…
…esta é a vida social que nunca integrei, que nunca incentivei mas que prolifera a cada canto, em cada gabinete, em cada mesa de pastelaria…
Lamentável a sociedade que não sai deste marasmo, que não constrói um mundo melhor e mais
próspero….
…dececionante tanto esforço para ouvir frases como “a senhora anda a estudar só para se enriquecer academicamente e não porque necessita de trabalhar”…tristes mentalidades que não percebem que todos temos de trabalhar, que é o trabalho que nos dá felicidade, que é pelo trabalho que podemos fazer do nosso país um espaço melhor para se viver… mais justo, mais confortável, com melhor educação, mais cuidados de saúde, maior segurança…
…quando adolescente sonhava e estudava para me formar em Arquitetura agora... serei Assistente Social… Vendo bem ambas estão direcionadas para a construção… de espaços ou de mudança de formas de estar e de ser…
A vida dá tantas voltas e nós sempre em busca da concretização de sonhos...
...Exposição de Pintura Surrealista de Júlio Lopes Pereira
...ficam aqui apenas "retalhos" de algumas pinturas de Júlio Lopes Pereira numa tentativa de levar a todos uma amostra do que podemos "ver" nesta sua última exposição...
...a sua paixão pelo Surrealismo levou-o a experimentar imaginários insuspeitados e a desenvolver e aperfeiçoar um estilo próprio sempre na transmissão de mensagens ligadas à degradação da natureza e aos mais variados temas da atualidade...
Tem exposto as suas obras em Portugal, Espanha e França, individualmente e também em exposições coletivas. Encontra-se representado em diversas coleções particulares e na Casa Museu de Arte de Alice Sande, na vila de Góis.
...telas repletas de cores vibrantes...
...podemos apreciá-las até ao dia 29 de Janeiro na Sala da Nora do Cine Teatro Avenida da nossa cidade...
...no final de mais um ano da minha vida, olho para trás e penso em como o ano que está prestes a terminar começou...
Como sempre, visitei os meus familiares com aquela necessidade de lhes transmitir como são importantes na minha vida... Todos estão sempre no meu coração e o pensamento viaja para eles ao longo do dia... pais, irmãs, irmão, cunhados, sobrinhos...
Não refiro os meus filhos, a minha família, da qual não me consigo dissociar porque eles são eu e eu eles...
Quero também lembrar os que já partiram porque eles andam sempre comigo numa alegria na vida toldada pela nostalgia e os seus risos acompanham-me...não consigo sentir de outra forma. Fica a saudade, os sorrisos, os olhares, a bondade que todos encerravam, o sofrimento partilhado... as recordações de momentos tão felizes e outros tão tristes mas todos momentos da vida. Sempre aceitei a partida deles porque sabia da sua inevitabilidade. Por vezes são duros os caminhos que temos de percorrer mas, o sofrimento torna-nos mais humanos e cada dia da vida passa a ser vivido, e sentido, de outra forma e é recebido como uma benção...
Para mim não há dias feios. Todos eles são lindos... com sol ou sem sol, com frio ou quentes, com vento ou calmos, com chuva ou neve... Toda a tristeza desaparece quando sentimos a força da vida e a beleza que a natureza encerra.
Aos meus amigos, aqueles que estão sempre, mesmo sem estarem ou estando, o meu agradecimento por me aquecerem o coração. Por me acarinharem nas minhas falhas, nos meus insucessos ou sucessos... por não "repararem" quando me esqueço de os referir, por não me lembrar dos seus aniversários, por não comparecer ao cafézinho marcado com antecedência mas que naquela hora o meu "estar" será mais desastroso do que o "não estar"... Por partilharmos alegrias e tristezas... é tão bom ter-vos na minha vida.
Para o ano cá estaremos... familiares, amigos, conhecidos, desconhecidos que se tornarão conhecidos...
A vida é um ciclo que só termina quando pararmos de respirar ou quando deixarmos de ter um sorriso para oferecer...
Triste o que não tem um sorriso para dar, um conforto a transmitir, um perdão no coração...
Triste o que olha só para si julgando os outros como se a vida fosse feita de medidas perfeitas e infalíveis...
Triste o que acha que tem o direito de andar triste quando há tanto sofrimento autêntico no mundo...
... o AMOR é o combustível da VIDA... sem ele tudo se torna árido e infértil...
"Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o solchegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar odia. Delicado traço cor da
luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhãdesenhava o horizonte.
Depoislãs mais vivas, quenteslãsiam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos doalgodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o friobrigavam com asfolhase espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fiosdourados, para que o sol voltasse a acalmar anatureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era alã cor de leite que entremeava o
tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de es
curidão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava
justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cómodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, elaprópria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicadotraço de luz, que a manhãrepetiu na linha dohorizonte."
FIM
Para a minha amiga Márcia o meu obrigada do coração, por me ter recomendado este Conto.
Lindo, amiga...
Que o girassolilumine os nossos caminhos...
Marina Colasanti (1938), nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crónicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei, mas não devia e também por Rota de Colisão.
Entre outros, escreveu : E por falar em amor, Contos de amor rasgados, Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher, Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Esse amor de todos nós, Gargantas abertas e os escritos para crianças: Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento.
Colabora, também, em revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. Casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
É um fofinho picante. Mas, não deixe de ler a fábula, que é o mais
importante...!
A Fábula do Porco-espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Osporcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos, assim agasalhavam-se e protegiam-se mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram afastarem-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram de fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
História enviada por mail pela minha amiga Helena Jacinto. História linda
Balbina Mendes nasceu em Malhadas, Miranda do Douro.
Desde muito nova que sente a voz da pintura, Arte que foi cultivando em paralelo
com o Ensino.
Hoje, dedica-se por inteiro à Pintura... a sua "VOCAÇÃO"
No Porto, em 1989, mostrou, pela primeira vez, as suas obras numa exposição
conjunta com outros pintores.
Balbina Mendes, atenta ao meio que a viu nascer, não passa indiferente à cultura do seu povo que é rica em tradições ancestrais. É neste contexto que cresce e aperfeiçoa a sua sensibilidade artística, explorando a riqueza dos usos e costumes do nordeste transmontano. As festas das aldeias, os rituais, os dizeres, as cantigas, os grupos de rapazes desfilando mascarados pelas ruas das aldeias, e as tradicionais máscaras transmontanas; têm sido nos últimos anos a sua grande fonte de inspiração.
É uma dessas máscaras que dá um novo impulso à sua vontade criadora - o Chocalheiro de Bemposta - figura ao mesmo tempo aterradora, bela e misteriosa da freguesia de Bemposta do concelho de Mogadouro. Esta figura mascarada e a sua admiração pelas máscaras usadas ainda hoje nas tais festas de rua dos concelhos de Bragança, provocou em Balbina Mendes a vontade de pintar uma grande colecção de máscaras. Estas constituem um grande conjunto das suas obras mais recentes.
Foi distinguida com o 1º Prémio no “Primer Certamen Internacional
de Pintura Rápida”, Programa Rirra.
Linda exposição de Pintura, de Cultura vestida...
... na Sala da Nora do Cine-Teatro Avenida.
A não perder...
...até ao dia 18 de Dezembro.
Quadra do Natal no Nordeste Transmontano
O Natal em Trás-os-Montes (Norte de Portugal) é diferente de qualquer outro Natal no mundo. Os caminhos tortuosos da serra mantiveram as comunidades a uma distância segura e permitiram a sobrevivência de antigos costumes da região.
É o caso da Festa dos Rapazes, que ocorre em todo o Nordeste Transmontano na altura do Natal, como memória viva de ritos ancestrais, apenas com algumas variantes de terra em terra.
Durante dois dias, os rapazes solteiros comandam a vida na aldeia. A festa, com origem nos rituais pagãos do solstício de Inverno, celebrava o início de um novo ciclo agrícola, com os dias que começam a ficar mais longos, e, para os rapazes significa também a passagem para a idade adulta.
A festa começa logo de madrugada, com o gaiteiro que acorda toda a aldeia com a sua gaita-de-foles.
Os mordomos, responsáveis pela organização da festa, percorrem as ruas visitando todos os vizinhos. Seguem-se os "caretos", criaturas estranhas vestindo trajes bizarros, com chocalhos e fitas penduradas, e exibindo máscaras diabólicas. Dançam, pulam, rodopiam e fazem grande algazarra.
Hoje tudo lhes é permitido e, por detrás da máscara que lhes protege a identidade, cometem os maiores impropérios, assustam as criancinhas e atormentam todos os presentes. Só são carinhosos com os mais velhos.
Sem qualquer cerimónia, invadem as casas onde roubam chouriços, morcelas, carnes de fumeiro, figos secos e pão para juntar à festa.
Reunidas todas as iguarias, passa-se ao banquete, numa grande mesa posta no adro da igreja.
A aldeia de Vale de Salgueiro, no concelho de Mirandela, tem uma forma bem original de assinalar o Dia de Reis, também chamada Festa dos Rapazes em honra de Santo Estêvão, afirmando-se uma manifestação plena de tipicismo e de enorme tradição popular.
Todos os anos, é escolhido alguém para protagonizar a figura do rei, que organiza a festa e traz consigo uma coroa carregada de ouro emprestado pelos habitantes, que vale cerca de 30 mil euros.
Mas as tradições fora do comum não se ficam por aí e dezenas de crianças andam pelas ruas com maços de tabaco e têm permissão dos próprios pais para fumar, mas só durante dois dias.
Tal como manda a tradição, a festa dura dois dias. O rei percorre todas as habitações da aldeia, sempre com o grupo de gaiteiros a acompanhar, distribuindo cerca de 300 quilos de tremoços e 100 litros de vinho, em cabaças tradicionais. Em troca, a população oferece um donativo para custear a festa.
Entretanto, no centro da aldeia, prepara-se o baile e, quando o rei chega, as pessoas são convidadas a dançar a murinheira, típica dos celtas, ao som das gaitas de foles e dos bombos.
No segundo dia, a alvorada acontece às sete da manhã. O rei, ao som das gaitas de foles e dos bombos, volta a percorrer toda a aldeia para receber a "manda", ou seja, os donativos para custear as despesas que a festa acarreta.
Ninguém sabe ao certo quando começou a tradição da festa de Vale do Salgueiro, nem as razões que levaram à sua realização desta forma. Os mais velhos dizem apenas que "isto já é assim desde há muitos anos, vem do tempo dos nossos avós", afirma um idoso da aldeia transmontana, já com 82 anos, acrescentando que, "na minha infância, já havia esta tradição de fumar cigarros, que custavam cinco tostões".
No entanto, sempre há alguns que contam histórias que tudo terá começado no tempo dos reis. "Alguém tirou a coroa, deixou-a no altar da igreja e acabou por morrer de imediato. Então, o povo achou que a coroa devia ser colocada sempre em alguém, para afastar os maus espíritos", conta outro habitante da aldeia.
A festa termina com a celebração da missa, ocasião aproveitada para colocar a coroa noutro habitante da aldeia, que terá a responsabilidade de organizar a próxima festa.
Na festa dos rapazes no concelho de Bragança:
"Os solteiros com mais de 16 anos compram para todos, um chibo ou um vitelo, que as raparigas cozinham na noite de 5 de Janeiro. Na madrugada do dia seguinte, ai vão eles pela aldeia, fartas goladas de aguardente para afastar o frio, com o gaiteiro e velhas cantigas alegrando as ruas.
Feito o pequeno-almoço em casa que geralmente lhes emprestam, vestem-se de caretos (mascarados) e lá vão eles assustar tudo quanto é povo, especialmente mulheres e crianças, indo depois, de casa em casa, exigir o tributo dos reis - o que lhes quiserem dar - que enfiam no surrão (saco dos pastores), após o que se banqueteiam com farto almoço. Depois, quando as moças chegam, vem o bailarico, que se prolonga até à ceia gorda e terminará com umas tantas borracheiras (bebedeiras), das quais acordam com saudades da festa acabada."