quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Tempos sem tempo,,,

 


Nestes tempos, em que o Inverno se aproxima, o tempo escorre lentamente e as noites são imensas,,, muitas notícias da atualidade e tantos debates sobre o Mundial de Futebol e sobre a Guerra, esta que continua a dizimar e a destruir. Em ambos os casos  fala-se e discutem-se os Direitos Humanos. Ansiamos que a cada novo dia a boa notícia de que a guerra terminou seja já amanhã. 

Mas esse dia tarda e a esperança vai esmorecendo e a tristeza torna a vida avassaladora.

Problemas menores, tão menores perante esta brutalidade, vão prendendo a minha atenção mas a nuvem da Guerra continua sempre a pairar escurecendo qualquer pequena alegria.

A RTP1e a RTP2 são quase sempre a minha companhia nestas noites compridas, numa tentativa de me abstrair da estranha realidade que vivemos.

Entretanto, o Natal está quase a chegar e as crianças merecem ter o Natal e as Famílias fazem o Natal acontecer, ainda que o triste Natal de quem vive na Guerra esteja sempre presente no pensamento de todas as Mães do lado de cá da Guerra... como se nos lares desfeitos pela guerra esteja um pouco de nós...



Que a VidA seja um sorriso... já, já, já amanhã. 



É o meu desejo.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Liberdade... com responsabilidade,,,


A pensar na liberdade.
Na Liberdade com responsabilidade. Para se exercer a liberdade tb é necessária coragem. Coragem de expormos o nosso ponto de vista ainda que encontremos tanta oposição e tanto silêncio. Por vezes, encontramo-nos sós, a lutar contra "ventos e tempestades", ainda que a causa beneficie tantos. Provavelmente na hora de usufruir da conquista  todos aparecem. Há causas que parecem menores, com pouca importância,  mas que nos afetam... particularmente os mais sensíveis.
Gotas de água num universo complicado de pessoas complicadas, que não vêem além dos seus umbigos, e que pensam que por serem muitos a sua opinião é mais importante do que a de uma minoria...
Viva a Liberdade, sim, mas com responsabilidade. 

A VidA,,,


 A pensar numa situação que me lembrou de outras idênticas...

Há um ou dois anos alguém me pediu para ir colocar um "gosto" numa decoração de Natal duma vitrine pq havia um concurso e a vitrine  vencedora seria a que tinha maior número de "gostos"...

Respondi que não conhecia as decorações a concurso daí não poder colocar esse "gosto" apenas numa pois isso não seria correto. Constato que tal acontece nos mais variados campos, nas redes sociais. É pedido aos seguidores que coloquem "gostos" para que o SEU produto seja o vencedor.

E assim vão  ganhando protagonismo, credibilidade,,, no mundo em que se movimentam... sem possuírem tal mérito (ou possuindo).


https://youtu.be/eTA7cfQaCUY

sábado, 19 de novembro de 2022

Mural em São Vicente da Beira

 Em São Vicente da Beira 





Em São Vicente da Beira,  tradicionalmente, a cor utilizada nos muros  envolventes aos variados edifícios é o branco.

Talvez caiba à Junta de Freguesia  repensar a cor utilizada na pintura que serve de suporte a este painel e aos vários azulejos integrados em todo o muro. Este azul forte, desenquadrado da tradição da Vila e  utilizado na pintura do muro, fere o olhar dos mais sensíveis. 

Digo eu, mas quem sou eu...

...apenas uma gota no Oceano neste planeta que me acolhe.

sábado, 5 de novembro de 2022

Murais em São Vicente da Beira

A pensar num mural que vi anteontem em S. Vicente da Beira.

 Aquele muro enorme pintado num azul forte que fere o olhar... e o painel de azulejos ali perdido.
Como é possível terem optado por aquela cor se todos os muros da Vila são branquinhos?!!!


Enfim,,, fiquei mesmo desiludida com tudo.

Em oposição,  junto à Igreja Matriz, um mural que deslumbra na escolha de cores, na singeleza, na suavidade do traço,,, que nos acalma e traz um sorriso.

🌻🌻🌻

Parabéns aos autores!


segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Exposição de Magali Candeias

 ... a pensar na Exposição da Magali Candeias


 Je t'aime Goya

Moi non plus Alba



A figura de fundo é a de Alba mas vão-se associando  mulheres igualmente arrojadas e irreverentes e pioneiras para a época em que viveram... 

Exploração plástica infinita com vários materiais e texturas onde se pretende fazer, de forma metafórica, uma ligação entre o passado e o presente e o futuro,,,


Visitem até dia 25 de setembro na Sala da Nora, em Castelo Branco.

















Parabéns, Magali...

Só a Arte para nos abstrairmos da realidade a que pertencemos,,, ou para nos interrogarmos sobre o nosso papel na sociedade que nos acolhe.

sábado, 6 de agosto de 2022

Simplesmente desmoralizante,,,

 “É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática. A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.


Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense. Os alinhamentos são idênticos de canal para canal.

Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.


Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiz a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.


Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.


É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não há comentadores isentos, ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados, o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa! Cultura? Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. Arte? Um director-geral chega.

Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.


A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.


Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder, ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.


A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos *papagaios no seu melhor!


Uma consolação: nisto, governos e partidos parecem-se uns com os outros. Como os canais de televisão.


*Papagaios não, chilreada de periquitos sim!*”


(António Barreto)