... e a voz que me chega de uma criança de quatro anos que, inocentemente, há dias atrás perguntou: "O que são sentimentos?"
Sou como todas as pessoas sensíveis ao que as rodeia... Adoro as pessoas, adoro a natureza, adoro os animais... Gosto de música... Mas o que mais prezo é a minha família e os meus amigos e a natureza e os animais... Eheheh. Antes que me esqueça, adoro qualquer forma de demonstração de Arte: pintura, arquitectura, escultura, poesia...
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Ruas e Praças...
Já há algum tempo que li em algum jornal local sobre a adoção de nomes para os variados corredores do Fórum de Castelo Branco. Sendo assim, lá vagueei pelos corredores (agora ruas e praças) na procura dos nomes escolhidos. Sim, lá estavam as placas identificativas mas só e apenas isso. Só alusão aos nomes. Nada de conteúdo ilustrativo dos vultos da nossa história cultural ou social ou política. Nada sobre o nosso Bordado de Castelo Branco cujo nome figura na Praça do Bordado de Castelo Branco, nem uma foto nem um trabalho, nem a sua história, a sua origem e evolução... Algo que "encha o olhar" a quem nos visita. Nada sobre António Salvado, com um tão vasto tesouro literário... nem uma frase nem um poema.
Rua Afonso de Paiva, Praça do Bordado de Castelo Branco, Rua Amato Lusitano, Rua António Salvado, Rua António Ramalho Eanes, Rua Mestre Cargaleiro, Ruas das Portas de Ródão, Rua João Roíz de Castelo Branco, Praça Viola Beiroa e Rua do Adufe
Esperava mais, muito mais...
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Escuderia de Castelo Branco - Gestos de Solidariedade
Há já alguns dias, numa ida à pastelaria logo pela manhã, deparei-me com uma caixa em cima do balcão. A curiosidade levou-me a aproximar e verifiquei que esta caixa tinha a finalidade de recolher donativos para reflorestar Oleiros.
"Rali Solidário - uma árvore por Oleiros"
Ao lado da caixa estava uma folha onde quem estivesse interessado em colaborar poderia deixar o seu nome e indicar a quantia com que tinha contribuído.
Não fiquei indiferente e contribuí para tão nobre causa... mas não deixei o meu nome nem o valor da minha parca ajuda.
Esta iniciativa de solidariedade foi tomada pela Escuderia de Castelo Branco.
Hoje, pela manhã, estava afixada uma nota informativa da Escuderia onde dava a conhecer (e agradecia os donativos recebidos) que com esta iniciativa e graças ao contriuto de todos os que participaram a Escuderia de Castelo Branco entregou 3446 árvores à Cãmara Municipal de Oleiros.
O meu coração sorriu e o meu olhar brilhou pois, com tantas más notícias em todos os ecrãs, esta limpou a minha alma e a esperança refloresceu...
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Zé Pedro
"Partiu" um homem bom...
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ver Os Sonhos Partirem
À Espera Que Algo Aconteça
A Despejar A Minha Raiva
A Viver As Emoções
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Às Tentações
E Quando As Nuvens Partirem
O Céu Azul Ficará
E Quando As Trevas Abrirem
Vais Ver, O Sol Brilhará
Vais Ver, O Sol Brilhará
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ouvir Os Conselhos Dos Outros
E Sempre A Cair Nos Buracos
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Ao Que Não Tenho
Não, Não Sou O Único
Não Sou O Único A Olhar O Céu
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ver Os Sonhos Partirem
À Espera Que Algo Aconteça
A Despejar A Minha Raiva
A Viver As Emoções
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Às Tentações
E Quando As Nuvens Partirem
O Céu Azul Ficará
E Quando As Trevas Abrirem
Vais Ver, O Sol Brilhará
Vais Ver, O Sol Brilhará
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Não, Não Sou O Único
Não, Sou O Único A Olhar O Céu
Pensas Que Eu Sou Um Caso Isolado
Não Sou O Único A Olhar O Céu
A Ouvir Os Conselhos Dos Outros
E Sempre A Cair Nos Buracos
A Desejar O Que Não Tive
Agarrado Ao Que Não Tenho
Não, Não Sou O Único
Não Sou O Único A Olhar O Céu
... uma PessoA DocE.
... uma PessoA GentiL.
... uma PessoA EducadA.
... uma PessoA InteressadA.
https://www.publico.pt/2017/11/30/culturaipsilon/opiniao/o-grande-ze-pedro-1794563
... uma PessoA GentiL.
... uma PessoA EducadA.
... uma PessoA InteressadA.
https://www.publico.pt/2017/11/30/culturaipsilon/opiniao/o-grande-ze-pedro-1794563
terça-feira, 28 de novembro de 2017
SonhO
Esta noite sonhei
Sim foi um sonho
Sonhei e acordei
E por ser um sonho
E por ser tão belo
Tentei agarrá-lo de novo
Tentei continuá-lo
Tentei perpetuá-lo
Oh! Que ilusão!
Pois por ser um sonho
Foi impossível agarrá-lo
Foi impossível continuá-lo.
As imagens eram nítidas
Ao acordar
Mas depressa se esfumaram
Depressa se desvaneceram
Por isso tenho a certeza que foi um sonho
Pois se sonho não fosse
E se de um pesadelo se tratasse
As imagens ficariam a martelar
Por longas horas
A pesar.
Mas foi um sonho
E um rasto de saudade
E um sopro de felicidade
Num misto de melancolia
Pairou pelo ar
Neste meu dia
De horas por acabar.
(Celeste Rebordão)
sábado, 25 de novembro de 2017
Atualidade,,, atual
Caríssimos professores indignados das redes sociais,
O que disse sobre a questão do ensino não é uma opinião. Não é um acho.
Os resultados dos alunos nas escolas públicas são miseráveis. Ponto. E a responsabilidade pelos resultados é sempre de qualquer outra coisa, de qualquer outra entidade. Dos livros, das condições, da carreira, do número de funcionários não docentes, dos pais, do ministério, das colocações e dos telemóveis. A responsabilidade é dos outros nunca é dos responsáveis. E esses são os professores.
É que pelo caminho gastaram-se milhões em escolas novas, atacaram-se as escolas privadas, investiu-se em desporto escolar, na formação e fizeram-se uma mão cheia de reformas do ensino. E os resultados continuaram os mesmos. Ou pioraram. Institucionalizaram e massificaram as explicações. E o que deveria ser um sinal de alerta para a falta de qualidade do ensino tornou-se num complemento salarial. Toleraram e regulamentaram o absentismo tornado aceitável que um professor falhe com o seu dever. Banalizaram os trabalhos de casa na tentativa de responsabilizar os pais pelos resultados dos alunos e até celebraram as greves como um grande feito. Milhares de alunos prejudicados pelos próprios profissionais que os deveriam favorecer.
Mas quando discutimos o ensino em Portugal nunca discutimos o ensino em Portugal. Discutimos o bem-estar da corporação.
Convido-vos a pensarem um pouco fora da vossa caixa reivindicativa. Pensem, por exemplo, no serviço nacional de saúde. Há hospitais privados. E os hospitais privados são mais confortáveis, mais arranjadinhos e têm melhores condições. Apesar disso o Serviço Nacional de Saúde é sempre uma opção. Mesmo para quem tem dinheiro. Porquê? Por causa da qualidade técnica. E os melhores médicos querem sempre passar pelo SNS. Apesar de ganharem menos. Porquê? Por causa da valorização profissional. Ter passado em qualquer serviço do Santa Maria ou dos Hospitais de Coimbra valoriza o médico. Agora comparem com o Ensino Público. O ensino público não é uma opção. É, regra geral, falta de alternativa. Falta de alternativa para todos. Pais, estudantes e mesmo para professores. Em três décadas de borga, reivindicações egoístas e serviços prestados à CGTP este é o vosso legado. Um ensino público falido, decadente e descredibilizado. Bonito serviço. Destruíram a escola pública. Mais ou menos o que as comissões de trabalhadores fizeram na CUF.
E é escusado dizer que a culpa é dos governos, dos ministros e das leis e do sistema. É escusado. É que nas últimas décadas foram centenas as manifestações, as greves e os protestos. E centenas as negociações e as cedências. Fizeram alguma coisa por causa dos manuais escolares? Ou ajudaram a encher os bolsos das editoras? Fizeram algum por causa dos programas estapafúrdios? Da falta de condições de algumas escolas? Da qualidade da comida? Fizeram o que quiseram. E o resultado está à vista. Temos mais professores contratados turma que a média da união europeia, mais investimento em percentagem do PIB que a média da OCDE e é mais caro manter um aluno na escola pública que numa escola privada. Para que o sindicato tenha quotas o ensino público tornou-se numa espécie de central de empregos onde toda a gente entra. Mesmo aqueles que não têm vocação. E ponto é este mesmo. Ser professor não é uma profissão. É uma vocação. Mas vocês conseguiram. Conseguiram transformar a vocação em funcionalismo. Funcionalismo com salários e privilégios acima da média da função pública. E ainda assim passam a vida a queixar-se.
Todos os dias milhares de pais confiam-vos os filhos. Todos os dias milhares de portugueses confiam-vos o dinheiro do trabalho. E como é que nos retribuem? Com uma briosa e profissional greve ou mais marcha de marretas pela avenida da liberdade.
No caso em concreto devo dizer que a luta é legitima. Mais do que legitima. Só um ignorante diria o contrário. E é óbvio que o Estado vos falhou. Faltou ao compromisso. Como falta comigo cada vez que me aumenta os impostos ou inventa uma taxa nova para pagar. E ninguém faz greve por causa disso.
Tenho imensa pena de ser uma das poucas pessoas que diz e escreve estas coisas que deviam ser óbvias. Toda a gente tem medo da corporação. Medo. Não respeito. Vocês são muitos. E organizados. Muitos votos. Mas como eu não vou a eleições estou-me nas tintas. Como contribuinte tenho o direito de exigir mais. Como cidadão tenho esse dever.
E é claro que estou a generalizar. E é claro que há exceções. E é claro que há escolas públicas que trabalham bem e professores que têm mesmo vocação. Mas o problema é esse mesmo. É serem exceções.
Um abraço,
RMD
PS: Agradeço penhoradamente as generosas promessas de umas galhetas. Lembro, porém, que antes de vós ainda há estivadores, antigos alunos do colégio militar, meninas de Odivelas e funcionários das finanças. Isto para além de uma rapaziada dispersa que simplesmente embirra com sociais marialvas de barba.
O que disse sobre a questão do ensino não é uma opinião. Não é um acho.
Os resultados dos alunos nas escolas públicas são miseráveis. Ponto. E a responsabilidade pelos resultados é sempre de qualquer outra coisa, de qualquer outra entidade. Dos livros, das condições, da carreira, do número de funcionários não docentes, dos pais, do ministério, das colocações e dos telemóveis. A responsabilidade é dos outros nunca é dos responsáveis. E esses são os professores.
É que pelo caminho gastaram-se milhões em escolas novas, atacaram-se as escolas privadas, investiu-se em desporto escolar, na formação e fizeram-se uma mão cheia de reformas do ensino. E os resultados continuaram os mesmos. Ou pioraram. Institucionalizaram e massificaram as explicações. E o que deveria ser um sinal de alerta para a falta de qualidade do ensino tornou-se num complemento salarial. Toleraram e regulamentaram o absentismo tornado aceitável que um professor falhe com o seu dever. Banalizaram os trabalhos de casa na tentativa de responsabilizar os pais pelos resultados dos alunos e até celebraram as greves como um grande feito. Milhares de alunos prejudicados pelos próprios profissionais que os deveriam favorecer.
Mas quando discutimos o ensino em Portugal nunca discutimos o ensino em Portugal. Discutimos o bem-estar da corporação.
Convido-vos a pensarem um pouco fora da vossa caixa reivindicativa. Pensem, por exemplo, no serviço nacional de saúde. Há hospitais privados. E os hospitais privados são mais confortáveis, mais arranjadinhos e têm melhores condições. Apesar disso o Serviço Nacional de Saúde é sempre uma opção. Mesmo para quem tem dinheiro. Porquê? Por causa da qualidade técnica. E os melhores médicos querem sempre passar pelo SNS. Apesar de ganharem menos. Porquê? Por causa da valorização profissional. Ter passado em qualquer serviço do Santa Maria ou dos Hospitais de Coimbra valoriza o médico. Agora comparem com o Ensino Público. O ensino público não é uma opção. É, regra geral, falta de alternativa. Falta de alternativa para todos. Pais, estudantes e mesmo para professores. Em três décadas de borga, reivindicações egoístas e serviços prestados à CGTP este é o vosso legado. Um ensino público falido, decadente e descredibilizado. Bonito serviço. Destruíram a escola pública. Mais ou menos o que as comissões de trabalhadores fizeram na CUF.
E é escusado dizer que a culpa é dos governos, dos ministros e das leis e do sistema. É escusado. É que nas últimas décadas foram centenas as manifestações, as greves e os protestos. E centenas as negociações e as cedências. Fizeram alguma coisa por causa dos manuais escolares? Ou ajudaram a encher os bolsos das editoras? Fizeram algum por causa dos programas estapafúrdios? Da falta de condições de algumas escolas? Da qualidade da comida? Fizeram o que quiseram. E o resultado está à vista. Temos mais professores contratados turma que a média da união europeia, mais investimento em percentagem do PIB que a média da OCDE e é mais caro manter um aluno na escola pública que numa escola privada. Para que o sindicato tenha quotas o ensino público tornou-se numa espécie de central de empregos onde toda a gente entra. Mesmo aqueles que não têm vocação. E ponto é este mesmo. Ser professor não é uma profissão. É uma vocação. Mas vocês conseguiram. Conseguiram transformar a vocação em funcionalismo. Funcionalismo com salários e privilégios acima da média da função pública. E ainda assim passam a vida a queixar-se.
Todos os dias milhares de pais confiam-vos os filhos. Todos os dias milhares de portugueses confiam-vos o dinheiro do trabalho. E como é que nos retribuem? Com uma briosa e profissional greve ou mais marcha de marretas pela avenida da liberdade.
No caso em concreto devo dizer que a luta é legitima. Mais do que legitima. Só um ignorante diria o contrário. E é óbvio que o Estado vos falhou. Faltou ao compromisso. Como falta comigo cada vez que me aumenta os impostos ou inventa uma taxa nova para pagar. E ninguém faz greve por causa disso.
Tenho imensa pena de ser uma das poucas pessoas que diz e escreve estas coisas que deviam ser óbvias. Toda a gente tem medo da corporação. Medo. Não respeito. Vocês são muitos. E organizados. Muitos votos. Mas como eu não vou a eleições estou-me nas tintas. Como contribuinte tenho o direito de exigir mais. Como cidadão tenho esse dever.
E é claro que estou a generalizar. E é claro que há exceções. E é claro que há escolas públicas que trabalham bem e professores que têm mesmo vocação. Mas o problema é esse mesmo. É serem exceções.
Um abraço,
RMD
PS: Agradeço penhoradamente as generosas promessas de umas galhetas. Lembro, porém, que antes de vós ainda há estivadores, antigos alunos do colégio militar, meninas de Odivelas e funcionários das finanças. Isto para além de uma rapaziada dispersa que simplesmente embirra com sociais marialvas de barba.
Li atentamente este artigo, a que por acaso acedi, e os inumeros comentários que suscitou (a maior parte deles deixaram-me de "boca aberta", literalmente),,,
Destaco estes dois,,, porque sim... porque seguem a minha linha de pensamento..
De Anónimo a 21.11.2017 às 23:27
Infelizmente, concordo integralmente com o autor deste
texto. E, digo, infelizmente, porque causa-me enorme estupefacção ver
professores a defenderem exclusivamente os seus interesses, com absoluto
desprezo pelos alunos! Este tipo de atitudes, retira-lhes a
credibilidade e o respeito de que se arrogam merecedores. A maior parte
das vezes, fico com a sensação que não têm qualquer perfil para
leccionar... A sua opinião, exposta neste texto, é corroborada por
muitos comentadores (por exemplo, Miguel Júdice no seu comentário
semanal sobre esta temática).
De Anónimo a 25.11.2017 às 15:52
A cultura da vitimização e da desresponsabilização tornaram-se prática corrente entre os professores!
Na função pública, nunca deveria ser admissível a progressão na carreira por antiguidade; apenas, o mérito deveria permitir tal progressão.
Este artigo, não ofende os bons professores (que são a excepção que confirma a regra), mas torna-se muito incómodo para os demais, porque espelha a verdade do ensino público e tem a frontalidade de constatar que os professores fazem parte do problema e não da solução...
Na função pública, nunca deveria ser admissível a progressão na carreira por antiguidade; apenas, o mérito deveria permitir tal progressão.
Este artigo, não ofende os bons professores (que são a excepção que confirma a regra), mas torna-se muito incómodo para os demais, porque espelha a verdade do ensino público e tem a frontalidade de constatar que os professores fazem parte do problema e não da solução...
Notícias, assuntos... e assim vamos vivendo na esperança de mehores diaS...
"É urgentíssimo aumentar o salário mínimo porque é miserável" - MST
Este sim é um assunto que me move...
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
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