Céu tão lindo!
Escuro.
Nele, a lua, uma vírgula Brilhante.
E as estrelas.
Lindas as estrelas.
(Celeste Rebordão)
Sou como todas as pessoas sensíveis ao que as rodeia... Adoro as pessoas, adoro a natureza, adoro os animais... Gosto de música... Mas o que mais prezo é a minha família e os meus amigos e a natureza e os animais... Eheheh. Antes que me esqueça, adoro qualquer forma de demonstração de Arte: pintura, arquitectura, escultura, poesia...
Céu tão lindo!
Escuro.
Nele, a lua, uma vírgula Brilhante.
E as estrelas.
Lindas as estrelas.
(Celeste Rebordão)
E o que é a Poesia?
Será olhar a vida
Com o olhar
Da criança?
Ou olhar com o saber
Do sábio?
Ou olhar com o pensar
Do simples?
Ou ver com a ternura
Das mães?
Ou...
Só sei que a Poesia é um sentir e um olhar diferente...
Um sentir paralelo num mundo paralelo mas nunca sem sentido.
Digo eu...
A carta mais linda do mundo, escrita por José Saramago para a sua avó e publicada no jornal A Capital, em 1968 com o titulo:
Carta a Josefa, minha avó :
"Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.
Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja.(Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?)
Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém. Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas — e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»
É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.
Menos um dia
Mais uma noite
Nunca te afastes
Ó alegria!
Porque a vida
É um poema
Um poema
A cada dia!
Mas se a tristeza
Bater aqui
Que deixe sempre
Um rasto de esperança
E de nostalgia.
(Celeste Rebordão)
Vão partindo
Os que nos trazem
Conforto.
Vão indo
Os que nos trazem
Ecos.
Vão-nos deixando
Os que nos fazem
Companhia.
Vão-nos abandonando
Os que falam
O que sentimos.
Almas tão
Parecidas
Mas tão maiores.
Na palavra,
Na música,
Na poesia,
Nas artes plásticas,
No teatro.
Na Arte,
Em toda a sua expressão.
Tristeza e um vazio tão cheio de saudade.
(Celeste Rebordão)
Lá vai ela
Ligeira
A lua que brilha
A lua altaneira.
Vestida de madrepérola
Vestida de brilho
Vai ligeira
De suspiro em suspiro.
Não se detém
Por isto ou por aquilo
Apenas são nuvens
Apenas é vento...
Que apenas querem
O seu desalento.
(Celeste Rebordão)
A pensar nas Obras de Arte...
O traço, o gesto, a profundidade, a perspetiva, as técnicas, a cor, o pormenor, o equilíbrio... mas, para mim, o mais importante é a emoção que transmitem. As sensações que desencadeiam.
Muitos autores não conseguem transportar essa "carga" para os trabalhos (transmitir uma sensação, uma emoção para quem olha, para quem lê, para quem ouve) apesar de falarem imenso que é isso que os move.
Penso que essa capacidade, aliada à criatividade, é o que distingue o verdadeiro Artista. Tudo o resto aprende-se em disciplinas ligadas às artes e nas Escolas de Arte e, também, pela continuidade (desde que se tenha apetência) mas transmitir uma emoção são poucos que o conseguem.
Arte será sempre algo único.
🌻🌻🌻
Esta é a minha opinião algo que ninguém pode calar porque é um direito (liberdade de expressão) que a Democracia me concede, para mal daqueles que apenas pretendem ver expostas críticas positivas.
As críticas negativas são objeto de perseguição, de ameaças anónimas e veladas, de calúnia, de vocabulário impróprio... tudo tão negativo como a capa do anonimato que é utilizada e que apenas caracteriza os emitentes: a incapacidade de aceitar o negativo, parca formação pessoal, falta de sentido da ética e da moral.
Também as críticas negativas levam ao crescimento... assim haja a humildade de aceitar as imperfeições.