sexta-feira, 7 de abril de 2017

Histórias ouvidas com o (K)coração


Eles eram jovens no tempo e no casamento, num tempo em que o sonho lhes iluminava o olhar.  Eles pouco tinham mas muito os unia... as filhas e um futuro imenso pela frente. 
Eram tão jovens... Nada lhes "metia medo"...
Nos dias em que a fartura não era muita Ele pegava na flaubert, na pólvora e nos chumbos e Ela acompanhava-o e, juntos, iam caçar "passarinhos". Ele "carregava" a arma e quando os passarinhos estavam na mira ela soprava um carvão em brasa que servia para detonar a carga. Era um momento de silêncios, de partilha e de harmonia nos gestos... rosto com rosto... comunhão no fazer e no que os impelia a fazê-lo...

Eu imagino o momento e emociono-me com as imagens que construo... Não me lembro, ainda não existia, mas é como se me lembrasse pois, pela voz e emoção na voz, pelo olhar e emoção no olhar, de quem me contou, é como se tambem eu estivesse lá, naqueles momentos, naqueles tempos... 

E também eu solto uma lágrima de saudade...


Nos tempos que vivemos em que tudo temos e parecemos insatisfeitos com tudo...
Nestes tempos em que a insegurança grassa pelo planeta...
Nestes dias em que anda meio mundo a enganar o outro meio...
Nestes tempos que eu não entendo,,, busco o silêncio, no contacto direto com a terra,,, Procuro ser útil dentro da minha pequenez,,, Evito o ruído... de palavras barulhentas, de opiniões a torto e a direito...
Manter um sorriso de cara lavada longe de formas de viver que ainda me causam admiração pela sua leviandade e superficialidade,,, Encontro-me na reflexão do que já foi e já não é... na recordação de outros momentos e outros rostos que já não estão presentes e nos rostos que estão... e que todos, no seu conjunto, me dizem tanto...
No entanto, não me escondo, como a avestruz de cara enfiada na areia, apenas não me permito que a minha vida se transforme em mero ruído ou em sofrimento constante com tudo o que anda "à solta"... 
Como se a VIDA não fosse o mais importante... 
E a VIDA é viver... não ter fome, ter paz, transmitir paz, ter equilírio...






sexta-feira, 31 de março de 2017

Eu amo pessoas felizes,,,



"Eu amo pessoas felizes e extrovertidas. Gosto da gargalhada, gosto quando elas transformam o stress do cotidiano em riso, piadas. Gente que ri das suas próprias dificuldades, que ilumina o ambiente. Sempre que posso escolho ficar ao lado de quem não prende o choro ou a risada com medo do que o outro vai achar." *J. Sfair*


 

terça-feira, 28 de março de 2017

Frases que ficam...

"Não há cicatriz maior (>) do que a de 1 Koração partido"


Esta foi a frase que ficou retida e a bailar no pensamento durante algum tempo. Quanta verdade encerra... A maioria das pessoas poderá associá-la, num primeiro momento, para a dor de uma paixão acabada mas, a mim, leva-me a um plano muito mais profundo...leva-me ao sofrimento que marca para sempre, a cada segundo,,, a dor da partida sem retorno, a dor da incompreensão, a dor da indiferença, a dor da maldade... ... dores que culminam com o afastamento de pessoas e deixam um vazio na alma... 

 Deixam o Koração partido




...torna-se difícil o relacionamento entre pessoas quando muitas X o imperativo interrelacional não é o mais saudável baseado antes na arrogância, na desconfiança, e em juízos comportamentais...
Somos todos iguais mas todos diferentes e é nessa diferença que reside a cor da vida...

Penso muitas vezes
Vezes sem fim
Na tentativa que muitos fazem
De mudar a sua forma de SER
Para agradar aos outros?
Para se parecer normal?
E o que é a normalidade?!
Como é possível,
SER como os outros vêm a normalidade?
Contrariar a própria essência?
Não se é feliz a SER como os outros nos querem ver...
Penso muitas vezes
Porque não SER como somos até ao fim?
MUDAR acontece no profundo do SER
Senão de nada vale
Tarde ou cedo o SER liberta-se
Num grito de liberdade
Para quê a formatação?
Se é na diversidade 
Que está a beleza
De conversar, de olhar... De criar!
(Celeste Rebordão)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ode à PaZ...




Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida! 

 
Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"



domingo, 12 de março de 2017

A VidA...

Na tentativa de eliminar uma foto do meu álbum de fotos do google eliminei todo o álbum. Com tempo e muita paciência irei colocar, de novo, todas as outras que faltam nos artigos correspondentes.

A VIDA... As horas... sempre as horas...


quinta-feira, 9 de março de 2017

O tempo e o SEr-se...

 
A pensar como tudo em mim se mantém igual por mais que o tempo "corra ou decorra"...


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Julho 2012

Há dias recebi uma mensagem eletrónica de um amigo de infância, que me incentivava a escrever no meu blog (porque gostava de ler a simplicidade expressa nas palavras) e me questionava sobre o motivo porque estou tanto tempo sem escrever, ultimamente.
Refleti sobre o assunto, como tenho por hábito fazer quando a resposta não surge prontamente. Sei que escrevo sempre que estou tranquila e feliz e também nos momentos de grande dor. Ou seja, escrevo em momentos extremos...do meu sentir e do meu estar... Deixo de escrever quando a dúvida e a incerteza estão instaladas como nuvens cinzentas no caminho... páro de escrever quando inicio a procura de respostas para trilhar mais algum espaço neste andar, que é a vida... Está aí a resposta, querido amigo...
A dúvida e a incerteza tiram-me o equilibrio e torna-se penoso fazer o que me dá prazer... Escrever é uma coisa que amo fazer...e outras, que também estão “adormecidas” até que a LUZ imensa volte...